Alckmin: Brasil não perde competitividade com tarifa de 10% dos EUA

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Paulo Pinto/Agência Brasil
Geraldo Alckmin disse que o Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada por Donald Trump.

Brasil

20/02/2026

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Alckmin, como a taxa será aplicada a todos os países exportadores, o Brasil permanece em igualdade de condições no mercado norte-americano.

A declaração ocorreu após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente por Trump com base em poderes de emergência. Por seis votos a três, a Corte entendeu que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso, e não do Executivo.

Tarifaço anulado

O julgamento anulou parte central do chamado “tarifaço”, que havia estabelecido alíquota global de 10% e sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros — chegando a 50% em alguns casos.

Para Alckmin, a decisão é “muito importante” e abre espaço para ampliar as trocas comerciais. “Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante”, declarou.

Ele destacou que, no auge das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas. Esse percentual caiu para 22% após negociações diplomáticas no fim do ano passado.

Mesmo com a derrota judicial, Trump anunciou que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação da nova taxa global de 10%, com base em outros dispositivos da legislação comercial americana.

Setores e impacto

De acordo com o vice-presidente, a nova tarifa não altera a posição relativa do Brasil no comércio bilateral. “Os 10% são globais. Não perdemos competitividade”, afirmou.

Entre os setores que podem se beneficiar da redução das barreiras estão máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas.

Produtos como aço e alumínio, afetados pela Seção 232 da legislação americana — que permite tarifas por razões de segurança nacional — ainda podem ter desdobramentos jurídicos.

Alckmin ressaltou que o Brasil não está entre os países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral. “A negociação continua”, disse.

Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões, o equivalente a 10,8% do total vendido pelo país ao exterior. Especialistas avaliam que a derrubada das tarifas pode estimular as vendas brasileiras, reduzir pressões inflacionárias nos Estados Unidos e influenciar o fluxo de investimentos e o comportamento do dólar.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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