Mundo
01/03/2026
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto neste sábado (28) em um ataque conjunto inédito dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, instalada em 1979. A morte foi confirmada pela mídia estatal iraniana após horas de negativas.
Segundo relatos oficiais e não confirmados, integrantes da alta cúpula do regime e das Forças Armadas também foram atingidos. Há incerteza sobre a situação do presidente Masoud Pezeshkian. O vice, Mohammad Reza Aref, informou que poderá assumir o comando do país caso o titular não reapareça.
Os bombardeios seguiram pela madrugada deste domingo (1º). O premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o complexo residencial de Khamenei, em Teerã, foi destruído e declarou haver “muitos sinais” de que o líder “não está mais entre nós”.
Já o presidente americano Donald Trump comemorou a operação nas redes sociais, classificou Khamenei como “uma das pessoas mais más da história” e voltou a oferecer imunidade a integrantes da Guarda Revolucionária que desistirem da retaliação.
Israel afirma ter empregado cerca de 200 aeronaves contra 500 alvos, incluindo comandantes da Guarda Revolucionária e cientistas ligados ao programa nuclear iraniano. Relatos indicam as mortes do ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, do chefe da Guarda, Mohammad Pakpour, e do chefe do Estado-Maior, Mohammad Bagheri, entre outros.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. O Pentágono informou que não houve baixas americanas. Há registro de um civil morto em Abu Dhabi e outro em Israel.
A ofensiva ocorreu apesar do anúncio de nova rodada de negociações sobre o programa nuclear de Teerã. Trump defende o desmantelamento completo das instalações atômicas iranianas.
No poder desde 1989, quando sucedeu Ruhollah Khomeini, Khamenei era a principal autoridade política e religiosa do país. Sua morte abre uma fase de forte instabilidade interna e amplia o risco de escalada regional no Oriente Médio.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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