Política
05/05/2026
Allyson Bezerra precisa definir, de uma vez por todas, qual será o papel de Carlos Eduardo Alves na sua chapa ao governo do Rio Grande do Norte.
Ontem, na estreia do Contraponto, na 96 FM, afirmou que “não há veto” ao nome de Carlos Eduardo para o Senado, desmontando a tese de resistência interna no grupo, especialmente no entorno de Zenaide Maia.
Mas parou aí.
Não deu o passo seguinte: reconhecer Carlos Eduardo como peça-chave — ou indispensável — no seu palanque. E, em política, essa diferença é tudo.
Allyson elogia, acena, reconhece a trajetória. Destaca obras de mobilidade e saúde em Natal, atribui ao ex-prefeito uma “história vitoriosa” na capital. Mas evita cravar. Mantém o jogo aberto.
O ex-prefeito de Mossoró adota a “estratégia do biquíni”: revela muito, mas esconde o essencial — o jogo real dos bastidores.
Em algum momento, o “não há veto” deixará de ser suficiente. A política cobra definição. E, quando ela vier, alguém ficará de fora — porque é assim que o jogo, invariavelmente, se resolve.
Enquanto o Senado segue em suspenso, Allyson trabalha onde se sente mais confortável: na base.
Já atraiu pelo menos sete vereadores em Natal e fala-se em dobrar esse número ainda em maio.
Movimento conhecido. Foi assim que Paulinho Freire ganhou corpo em 2024, antes de fechar alianças maiores.
Allyson copia — e adapta.
Acena também: diz que, se eleito, vai trabalhar com o prefeito Paulinho Freire.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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