Saúde
27/05/2026
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a primeira caneta nacional de semaglutida. Batizado de Ozivy, o remédio fabricado pela farmacêutica EMS combate o diabetes tipo 2 em adultos.
A novidade surge logo após o fim da patente da substância no Brasil, que expirou em março deste ano. O produto promete aliviar o bolso do consumidor ao desafiar o monopólio de marcas estrangeiras famosas.
A expectativa é que o medicamento chegue às prateleiras das farmácias em até 30 dias. A estreia comercial aguarda apenas a definição do teto de preços pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
A fabricante projeta um valor cerca de 30% menor do que o das marcas importadas. Hoje, as opções de referência cruzam a linha dos R$ 1 mil nos pontos de venda.
O vice-presidente da empresa, Marcus Sanchez, aposta no sucesso do lançamento para conter o mercado ilegal. A meta é asfixiar o comércio paralelo e as fórmulas manipuladas de forma irregular.
“O produto vai ser bem mais acessível. Estamos muito com um olhar de atender a uma demanda reprimida que existe”, afirmou.
“Estamos focados em atender à demanda reprimida do mercado. Hoje, parte dessa demanda é suprida por mercado paralelo”, declarou.
Pelas regras brasileiras, o Ozivy não recebe o rótulo de genérico por ser uma versão sintética de um biológico. A agência reguladora classificou a novidade na categoria de medicamento novo e análogo sintético.
A composição química exige um cuidado extra de conservação por parte do paciente. Ao contrário dos concorrentes atuais, ele deve morar na geladeira antes e depois de aberto.
A linha de montagem vai rodar no interior de São Paulo, com fôlego para entregar 40 milhões de unidades anuais. A empresa mira um faturamento superior a R$ 500 milhões logo no primeiro ano.
“Podemos surpreender positivamente, a depender da demanda”, afirmou Marcus Sanchez.
O setor médico recebeu o anúncio com otimismo. A grande torcida dos especialistas gira em torno do quesito acessibilidade para a população.
“Após a queda da patente da semaglutida, esperávamos essa ampliação da disponibilidade dos medicamentos no mercado. A expectativa maior que temos agora com essas aprovações da Anvisa, que devem obviamente cumprir todos os critérios de segurança e eficácia, é a precificação. Que esse movimento de ampliação da concorrência se consolide como maior acesso à medicação com redução dos custos”, afirmou.
A análise foi endossada por Paulo Miranda, integrante da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia). A entidade acompanha de perto os desdobramentos de mercado.
Por enquanto, a indicação oficial atende apenas pacientes com controle inadequado de açúcar no sangue. A farmacêutica, contudo, pretende solicitar o uso voltado ao emagrecimento em um segundo momento.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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