Cidades
28/08/2026
O Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte aprovou, em assembleia realizada nesta quinta-feira (27), uma greve por tempo indeterminado a partir de 2 de setembro. A decisão integra uma mobilização nacional da categoria e ocorre em meio às negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O anúncio foi feito pelos diretores Marco Tinoco e Alexandre Cândido. Em comunicado aos bancários de outros estados, o sindicato convocou entidades de todo o país a aderirem ao movimento.
Segundo a entidade, o resultado das assembleias realizadas em outras unidades da Federação poderá definir a dimensão da paralisação. Os dirigentes defendem uma articulação nacional para pressionar a Fenaban e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
O sindicato também cita como referência o acordo firmado pelo Banco do Estado do Pará (Banpará). Segundo os dirigentes, o entendimento prevê condições consideradas superiores em pontos como reajuste salarial, participação nos lucros e resultados (PLR) e vale-alimentação.
“O resultado do Rio Grande do Norte, assim como os resultados do Maranhão e de Bauru, reforça, em nível nacional, o entendimento da necessidade de dar uma resposta concreta à Fenaban e à Contraf-CUT”, declarou a representação sindical.
A direção afirma que a greve busca pressionar pela alteração da proposta em negociação. “É possível mudar essa proposta, inclusive a partir do acordo que saiu do Banpará”, disse.
O presidente do Sindicato dos Bancários do RN, Marcos Tinôco, já havia criticado a condução das negociações. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que as pautas dos trabalhadores foram entregues há mais de dois meses, mas a Fenaban ainda não teria apresentado uma proposta que pudesse ser analisada pela categoria.
Com a aprovação da greve, o sindicato pretende iniciar a mobilização em 2 de setembro e ampliar a adesão para outras bases. A entidade avalia que uma paralisação nacional pode aumentar a pressão sobre os bancos durante as negociações.
Para o sindicato, acordos firmados por bancos estaduais indicam que há margem para melhorar as condições discutidas nacionalmente.
Se a paralisação for iniciada e houver adesão nas agências, o atendimento presencial poderá ser afetado a partir de 2 de setembro. Serviços digitais, caixas eletrônicos e canais remotos podem continuar funcionando, mas a disponibilidade pode variar conforme cada instituição.
Clientes que precisam de atendimento presencial devem verificar o funcionamento das agências e, quando possível, antecipar operações que dependam de funcionários. A duração da greve dependerá das decisões da categoria e do andamento das negociações.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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