Eleições
06/10/2026
Redes sociais mantiveram anúncios político-eleitorais e recomendações de conteúdos de candidatos no dia do primeiro turno das eleições de 2026, segundo levantamento do Observatório das Big Techs, do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo identificou irregularidades na Meta, Kwai e Google, além de recomendações de vídeos no TikTok e YouTube.
Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet é proibida entre 48 horas antes e 24 horas após a votação. O NetLab encontrou 568 anúncios irregulares nas plataformas da Meta, 18 no Kwai e um no Google, além de 18 vídeos de candidatos recomendados pelo TikTok e 17 pelo YouTube.
O levantamento também identificou seis anúncios que simulavam comunicações do TSE e ofereciam uma suposta votação remota por celular ou de casa, o que não existe. Segundo o estudo, algumas peças direcionavam usuários a páginas que solicitavam o CPF para iniciar a falsa votação.
O NetLab apontou ainda divergências e limitações nos dados fornecidos pelas plataformas, dificultando a fiscalização. Meta, Kwai, TikTok e Google afirmaram, em notas à Agência Brasil, que adotam medidas de integridade eleitoral e cumprem a legislação brasileira e as regras do TSE.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
ver mais
Receba notícias exclusivas