Eleições
20/10/2026
O Comitê de Supervisão da Meta apontou, nesta terça-feira (20), “falhas recorrentes” no controle de conteúdo eleitoral nas plataformas da empresa. O colegiado classificou como uma “aplicação excessiva” das políticas contra fraudes as restrições impostas às contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
“Está claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de aplicação de regras durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a expressão política seja protegida, em vez de sufocada”, afirmaram os copresidentes do Comitê. O órgão também citou problemas semelhantes nos Estados Unidos, incluindo a remoção de contas de ativistas políticos antes das eleições de meio de mandato.
O colegiado cobrou indicadores públicos que permitam avaliar a eficácia das medidas de moderação e alertou que remoções indevidas de conteúdo político podem comprometer a integridade eleitoral e inibir a participação política. A recomendação retoma críticas feitas após falhas identificadas nas eleições presidenciais brasileiras de 2022.
O posicionamento foi divulgado no mesmo dia em que a Meta negou favorecer candidatos nas eleições brasileiras, em comunicado enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Criado e financiado pela empresa por meio de um fundo independente, o Comitê revisa decisões de moderação e pode determinar a manutenção ou remoção de conteúdos, além de recomendar mudanças nas políticas da companhia.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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