Economia
21/02/2026
A conta do escândalo Master começa a ser apresentada ao contribuinte do Distrito Federal.
O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou à Câmara Legislativa, na noite de ontem (20), um projeto de lei que visa viabilizar um reforço de capital de ao menos R$ 2,6 bilhões para o Banco de Brasília (BRB).
Este montante é necessário para recompor as perdas e cumprir as exigências de provisionamento determinadas pelo Banco Central, após a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master. O plano de capitalização ocorre em um contexto de forte pressão regulatória, com o Bacen estipulando o prazo de 31 de março de 2026 para que o aporte seja formalizado, sob risco de restrições operacionais à instituição.
Detalhes da proposta
A proposta enviada à CLDF não prevê necessariamente um aporte direto de dinheiro público em espécie, mas sim a utilização do patrimônio do DF para lastrear a operação:
Garantia com Imóveis: O texto autoriza o uso de 12 imóveis públicos (como o Centrad em Taguatinga e terrenos em áreas nobres como o Lago Sul e Asa Norte) para servirem como garantia.
Captação de Recursos: Esses ativos permitirão que o BRB capte recursos no mercado ou junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com juros menores e menor risco.
Ações Autorizadas: O projeto permite a integralização de capital com bens móveis/imóveis, a venda de patrimônio com reversão dos lucros para o banco ou a criação de fundos de investimento imobiliário.
Contexto
A crise se agravou após investigações e o crivo do Banco Central sobre a compra de ativos do Banco Master (cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito), que foram considerados de baixa qualidade ou com garantias insuficientes. A oposição na CLDF tem criticado duramente a operação, apontando que o investimento original de R$ 2 bilhões agora exige esse novo esforço bilionário para evitar o desenquadramento do banco no Índice de Basileia.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
ver mais
Receba notícias exclusivas