De olho no voto feminino, Allyson Bezerra e Cadu Xavier fogem de Flávio Bolsonaro

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Instagram/Reprodução e José Aldenir
Ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra e ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier.

Política

09/07/2026

Os pré-candidatos ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT), iniciaram movimentos estratégicos voltados ao eleitorado feminino. Por vias distintas, ambos buscam o distanciamento do bolsonarismo para conquistar um segmento que representa 53% dos 2,6 milhões de eleitores potiguares.

A movimentação ganhou força após declarações polêmicas do empresário Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. O influenciador afirmou que mulheres “votam estatisticamente muito mal” e que as casadas apenas seguem a decisão dos maridos.

Em reação ao episódio, Allyson Bezerra usou suas redes sociais para convocar apoiadores para o encontro “Inspira Mulher”. O evento partidário tem o objetivo de ampliar a presença feminina no ambiente político local.

O grupo do ex-prefeito de Mossoró também aposta em mulheres na linha de frente da campanha de 2026. A senadora Zenaide Maia (PSD) concorre à reeleição na chapa, que conta ainda com a pré-candidatura da pedagoga Cinthia Pinheiro (União Brasil) à Assembleia Legislativa.

Por outro lado, Cadu Xavier preferiu o embate direto e usou a fala do influenciador para atacar os adversários. “Desqualificar o voto feminino em pleno século 21 é a cara do bolsonarismo”, disparou o petista.

O governista associou esse tipo de posicionamento ao machismo e à origem da violência de gênero. Cadu defende a vereadora Samanda Alves (PT) para o Senado e foca na imagem da governadora Fátima Bezerra (PT) para atrair o voto feminino.

O cenário de rejeição ao bolsonarismo entre as mulheres reflete dados de pesquisas nacionais, como o Datafolha. No Rio Grande do Norte, o reflexo disso se dá na chapa de Álvaro Dias (PL), apoiado pela família Bolsonaro.

A composição do ex-prefeito de Natal é a única sem mulheres nos postos principais da disputa majoritária. Álvaro admitiu que a ausência feminina foi um equívoco do grupo comandado pelo senador Rogério Marinho (PL).

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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