Economia
31/08/2026
A dívida bruta do governo geral subiu para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho e chegou a R$ 10,9 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central (BC). É o maior nível desde abril de 2021, quando o indicador estava em 82,6% do PIB.
Na comparação com junho, houve alta de 0,6 ponto percentual. O BC atribui o avanço principalmente aos juros apropriados no período e às emissões líquidas de dívida.
Desde dezembro de 2022, quando a dívida equivalia a 71,7% do PIB, o indicador avançou 10,8 pontos percentuais. O patamar atual se aproxima dos níveis registrados durante a pandemia, mas ainda está abaixo do recorde de 87,7% do PIB, alcançado em dezembro de 2020.
Mesmo com o aumento do endividamento, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho. O resultado reúne governo federal, estados, municípios e empresas estatais, excluindo bancos públicos e Petrobras.
Em julho de 2025, o setor havia registrado déficit de R$ 66 bilhões. No mês passado, o governo federal teve superávit de R$ 11 bilhões, enquanto estados e municípios registraram déficit de R$ 8,5 bilhões e as estatais, resultado negativo de R$ 1,1 bilhão.
No acumulado de janeiro a julho, porém, o setor público apresenta déficit primário de R$ 78,8 bilhões. Quando os juros da dívida entram na conta, o resultado fica ainda mais negativo.
Em 12 meses até julho, o déficit nominal chegou a R$ 1,239 trilhão, equivalente a 9,34% do PIB.
A taxa básica de juros, a Selic, exerce pressão sobre o custo do endividamento, especialmente pela participação de títulos públicos vinculados à taxa. Segundo estimativa do BC, cada aumento de um ponto percentual na Selic acrescenta cerca de R$ 60,6 bilhões à dívida bruta, ou 0,46% do PIB.
Até julho, R$ 2,8 trilhões dos R$ 5,7 trilhões em títulos emitidos pelo Tesouro durante o atual mandato estavam atrelados à Selic. O volume representa 48,2% das emissões realizadas no período.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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