Fábio Dantas vê “câncer” no Rio Grande do Norte e critica silêncio de candidatos

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Reprodução/Universitária FM
Para Fábio Dantas, nenhum dos candidatos ao Governo do RN apresentou soluções palpáveis para o orçamento.

Política

16/04/2026

Fábio Dantas soltou o verbo sobre o futuro político do estado. Para o ex-vice-governador, o Rio Grande do Norte sofre com um “câncer em alto grau” nas contas públicas.

Ele deu as declarações em entrevista à rádio Universitária FM. O político critica o silêncio dos pré-candidatos sobre a crise fiscal.

A disputa atual tem três nomes no topo das pesquisas. São eles: Álvaro Dias (PL), Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT).

Para Fábio, nenhum deles apresentou soluções palpáveis para o orçamento. “Eu não vi programa de governo em nenhum dos três”, disparou o ex-gestor.

Dantas acredita que o trio esconde o jogo para não assustar o eleitor. Ele afirma que o tema define quem realmente conseguirá governar.

“Eu queria saber qual deles vai enfrentar o problema do Estado na eleição, porque todos eles vão esconder isso”, questionou. Ele vê uma fuga generalizada de medidas amargas.

O ex-vice-governador ressaltou que o problema não é a falta de arrecadação. Segundo ele, o Estado arrecada muito, mas gasta mal.

O peso da folha de pagamento e os custos com outros poderes sufocam o caixa. Sem cortes, ele prevê que o próximo eleito será apenas “mais um” a se desgastar.

Para sanar as contas, Fábio defende o arrocho imediato. “Tem que congelar”, afirmou sobre a necessidade de conter gastos com o funcionalismo.

Ele relembrou as 55 medidas que tentou emplacar em 2017. Na época, o plano geraria uma economia vultosa, mas foi barrado por pressões sindicais.

“O governo não é feito para 100 mil servidores, é feito para 3 milhões de habitantes”, defendeu. Ele estima que o plano pouparia R$ 8 bilhões em quatro anos.

Sobrou até um alerta direto para o atual líder das pesquisas. “Ele não tem a noção do tamanho dessa bomba”, disse sobre Allyson Bezerra.

Fábio comparou o cenário local com a Paraíba, que gasta menos mesmo sendo maior. Sem reformas, ele avisa que o atraso de aposentadorias será inevitável.

Para fechar, ele usou uma metáfora pesada sobre o comando do Executivo. “A cadeira do governador foi uma cadeira elétrica que dilapidou todos os patrimônios eleitorais que sentaram nela”, concluiu.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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