Fachin avalia tirar casos Master e INSS de Mendonça para conter crise no STF

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Divulgação/STF
Ministro Edson Fachin estuda assumir as investigações dos casos Master e INSS.

Justiça

08/09/2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, avalia retirar do ministro André Mendonça e assumir as investigações dos casos Master e INSS numa tentativa de conter a crise instalada na Corte.

Fachin reuniu auxiliares no domingo (6) para discutir alternativas diante do confronto entre Mendonça e Alexandre de Moraes. A possibilidade de mudança na condução dos processos já estava em análise antes de Mendonça determinar, nesta terça-feira (8), o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

A decisão chegou a formar maioria na Segunda Turma do STF, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Uma das alternativas estudadas por Fachin seria assumir apenas os atos de Mendonça que envolvem Moraes, e não a íntegra dos processos. A medida seria semelhante à adotada pelo presidente do STF ao retirar das mãos de Moraes o pedido de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

As possibilidades regimentais para Fachin assumir os casos, no entanto, são limitadas e estão sendo analisadas por sua equipe.

A crise entre os ministros ganhou dimensão pública na semana passada. Moraes determinou a abertura de investigação contra Mendonça com base em relatório interno da Polícia Federal. A medida ocorreu dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de outro relatório da PF que apontava Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na sexta-feira (4), Fachin defendeu o encerramento do inquérito das fake news e a aprovação de um código de ética para o Supremo. Ao comentar a crise, afirmou que “não haverá precipitação, mas tampouco omissão”.

Fachin também conversou com o presidente Lula e sinalizou a intenção de dar andamento às acusações trocadas entre os ministros, levando os casos ao plenário do STF.

Aberto em 2019, o inquérito das fake news está sob relatoria de Alexandre de Moraes desde o início e vem sendo alvo de questionamentos internos e externos sobre sua duração.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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