Política
11/03/2026
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu uma apuração rigorosa e a punição de todos os envolvidos no escândalo do Banco Master, que teria causado prejuízos bilionários a investidores e a entidades públicas e privadas, segundo o Banco Central.
A declaração foi dada ao jornalista José Luiz Datena, na estreia do programa Na Mesa com Datena, exibido na noite desta terça-feira (10) pela TV Brasil.
Segundo Alckmin, as irregularidades no sistema financeiro não são recentes e precisam ser investigadas em profundidade.
— Você não tem um desfalque, uma fraude bancária, que começou ontem. Isso vem lá de trás. Agora está ficando claro que havia pessoas dentro do Banco Central, responsável pela fiscalização do sistema financeiro, com envolvimento. Tem que haver apuração rigorosa e punição rigorosa — afirmou.
O vice-presidente também ressaltou que o governo do presidente Lula não impõe qualquer restrição às investigações conduzidas pela Polícia Federal.
— O presidente Lula tem sido claro: ninguém limita investigação. A Polícia Federal tem liberdade, assim como o Ministério Público e o Judiciário. É apurar e fazer justiça, responsabilizando os culpados e aprimorando os instrumentos de controle — disse.
Alckmin acrescentou que o episódio reforça a necessidade de fortalecer as instituições de fiscalização.
— Na democracia, é fundamental ter transparência e clareza. É um processo permanente de aprimoramento institucional.
Na semana passada, o financista Daniel Vorcaro voltou a ser preso pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no Banco Master. Segundo as investigações, o esquema pode ter causado um rombo de até R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores.
A nova prisão foi motivada por mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nos diálogos, Vorcaro teria ameaçado jornalistas e outras pessoas que contrariaram seus interesses.
Saída do ministério
Durante a entrevista, Alckmin confirmou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no dia 2 de abril, prazo exigido pela legislação eleitoral para quem pretende disputar cargos públicos nas eleições de outubro.
A lei determina que ministros se afastem até seis meses antes do pleito, cuja data limite neste ano é 4 de abril.
— Vice-presidente não precisa deixar o cargo, mas ministro precisa se afastar para disputar qualquer eleição. Então, no dia 2 de abril, cumprindo rigorosamente a lei, vamos nos afastar — afirmou.
Alckmin disse que continuará exercendo a vice-presidência enquanto seu futuro político para as eleições ainda é definido.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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