Economia
06/05/2026
O Governo do Rio Grande do Norte decidiu parcelar em seis meses o pagamento retroativo do reajuste salarial de abril. O anúncio surgiu durante reunião com sindicatos, no momento em que servidores da saúde cruzam os braços pelo estado.
A correção de 4,26%, baseada no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), entra no contracheque a partir da folha de maio. Já a dívida referente a abril será quitada em frações de 0,71% entre junho e novembro de 2026.
Na prática, o funcionalismo terá um acréscimo temporário de 4,97% nos próximos meses antes de retornar ao patamar original em dezembro. A decisão do Comitê Gestor de Eficiência surge sob pressão de atos em frente à Governadoria.
O Executivo alega que o cenário fiscal atual, com queda na arrecadação, impede o desembolso imediato da quantia total. Em nota, a gestão afirmou que a medida busca "conciliar a valorização dos servidores com o equilíbrio das contas públicas".
Entidades de classe, porém, rebatem os argumentos e apontam que a receita estadual cresceu 13% no último ano. Os trabalhadores exigem o cumprimento integral da Lei Complementar nº 777/2025, que fixa o reajuste anual para abril.
O presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte), Nilton Arruda, criticou a postura governamental após o encontro. "Infelizmente, o direito do servidor foi comprometido", lamentou o sindicalista.
Apesar da frustração, Arruda credita o anúncio à mobilização das categorias nas ruas. Para ele, a união dos trabalhadores evitou um calote maior e garantiu que o governo oficializasse alguma forma de pagamento.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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