Economia
29/10/2026
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) medidas para punir empresas que praticarem assédio eleitoral, incluindo ameaças, pressões e demissões de trabalhadores por suas posições políticas.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, informou que uma força-tarefa foi criada para combater essas práticas. O governo também estuda a criação de uma “lista suja” de empresas infratoras, que poderão sofrer restrições de acesso a crédito público.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), foram registradas 3.080 denúncias de assédio eleitoral desde o início da campanha, sendo 1.140 apenas nos últimos três dias.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, advertiu que as punições serão rápidas e rigorosas, com consequências econômicas para os empregadores.
“Esses empregadores que, infelizmente, tiveram essa conduta, se preocupem. Porque o risco econômico que estão assumindo é muito grande”, afirmou.
Marinho reforçou que a liberdade de escolha política é um direito constitucional do trabalhador, independentemente de sua preferência partidária.
“Se tiver mau empresário, terá a mão pesada do Estado”, declarou o ministro.
O Ministério da Justiça também alertou para a responsabilidade das plataformas digitais na remoção de conteúdos ilícitos, incluindo ameaças, discriminação e campanhas de boicote motivadas por posições políticas.
Denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério do Trabalho e Emprego.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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