Michelle Bolsonaro sai do PL Mulher e mantém mistério sobre candidatura ao Senado

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Agência Brasil
Segundo comunicado oficial, Michelle Bolsonaro pretende usar o tempo atual para apoiar o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Política

01/07/2026

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou o comando do PL Mulher nesta terça-feira (30). A decisão joga um balde de água fria nos bastidores, mas mantém em aberto sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.

O anúncio oficial ocorreu após uma reunião com Valdemar Costa Neto, presidente da legenda. O cacique partidário tentava conter um racha interno que vinha se desenhando publicamente.

A saída do cargo foi motivada por um desgaste público com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Na última semana, Michelle usou as redes sociais para desabafar, afirmando ter sido "maltratada", "desrespeitada" e "humilhada" pelo enteado.

No papel, contudo, a justificativa oficial ignorou a lavagem de roupa suja familiar. O comunicado focou estritamente na dedicação à sua base doméstica.

"Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha", diz o texto.

Aliados confirmaram à CNN que o futuro das urnas segue indefinido. A ex-primeira-dama pretende usar o tempo atual para apoiar o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O martelo sobre a disputa eleitoral necessita ser batido em breve. O prazo final coincide com as convenções partidárias, agendadas entre 20 de julho e 5 de agosto.

Apesar do burburinho, Michelle nunca assumiu abertamente o desejo de estrear em cargos públicos. A postura oficial da liderança sempre foi delegar a decisão aos desígnios divinos e ao entendimento com o marido.

Valdemar Costa Neto tentou colocar panos quentes no racha da sigla. O dirigente minimizou o peso dos conflitos internos diante do cenário nacional.

"Temos muitos líderes no partido e, por maiores que sejam as divergências, o que nos une é muito maior. As indignações internas não serão maiores do que a indignação coletiva de ver o que esse governo faz com o nosso país", afirmou o dirigente do PL em nota.

O líder partidário encerrou o pronunciamento elogiando a gestão da antiga comandante. Ele reforçou que a escolha de Michelle é soberana e deve ser acatada por todos.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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