Economia
21/07/2026
A produção industrial do Rio Grande do Norte afundou 15,5% entre janeiro e maio de 2026. Porém, o setor de confecção e acessórios deu uma volta por cima espetacular no período.
Dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam disparada de 44% na atividade. O salto atingiu 53,8% na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês de 2025.
O avanço alcançou 54,5% no acumulado dos últimos 12 meses. O resultado reflete o aquecimento da demanda e a expansão fabril na região.
A cadeia têxtil lidera na oferta de vagas da indústria de transformação potiguar. A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) contabiliza 20.915 carteiras assinadas no segmento, o que representa 32,9% dos postos do setor.
O ramo movimenta mais de R$ 1 bilhão em Produto Interno Bruto (PIB) por ano no estado. Além disso, a massa salarial injetada passa de R$ 706 milhões.
O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário do Rio Grande do Norte (SINDVEST), Marinho Herculano, calcula até 2 mil oficinas e empresas ativas. O polo produtivo foca no Seridó, Grande Natal e Agreste.
“Os principais polos produtivos estão concentrados em Caicó, Jardim de Piranhas, São José do Seridó, Serra Negra do Norte, Natal, Parnamirim, Macaíba, Currais Novos, Acari e Santa Cruz. Grande parte dessas unidades produtivas é composta por micro e pequenas empresas, além de oficinas de costura e cooperativas que atendem marcas locais e nacionais”, afirma.
Herculano atribui o salto à modernização do parque industrial e ao aquecimento do consumo nacional. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado Neto, reforça o peso do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Estado (PROEDI).
A política pública apoia 42 indústrias, sustentando 13,3 mil vagas diretas e 3,5 mil indiretas. A chegada das operações da Guararapes, após fechar fábricas no Ceará em 2023, turbinou a competitividade potiguar.
O estado também aposta no programa Costura Mais RN, com aporte de R$ 10 milhões em crédito. O plano projeta capacitar 1,8 mil profissionais em 37 cidades, já somando R$ 1 milhão liberado.
A gerente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE-RN), Verônica Melo, ressalta a força dos pequenos negócios. Das 4,8 mil marcas cadastradas, quase 4,7 mil enquadram-se como Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) ou Empresas de Pequeno Porte (EPP).
A presidente do Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores nas Indústrias de Confecções de Roupas do Estado (SINDCONFECÇÕES), Maria dos Navegantes dos Santos, atesta a expansão.
“O que a gente acompanha é que nossa atividade está crescendo, com geração de emprego e alta demanda junto às fábricas”, afirma.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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