Economia
06/11/2026
Empresas abandonaram 142 projetos de usinas solares no Nordeste nos últimos dois anos, segundo levantamento da Coluna do Estadão, publicado nesta sexta-feira (6), com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Desse total, 127 projetos foram cancelados a pedido das próprias companhias e outros 15 tiveram as autorizações revogadas por paralisação das obras.
As desistências ocorrem em meio à expansão da energia solar e ao aumento dos cortes de geração determinados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para evitar sobrecarga na rede.
Em 2025, o Brasil deixou de aproveitar 20% da energia solar e eólica produzida. No último trimestre, o Nordeste concentrou 84% dos cortes de geração.
Como o ONS não controla diretamente a energia produzida por painéis instalados em residências e estabelecimentos comerciais, as restrições recaem principalmente sobre as grandes usinas conectadas ao sistema centralizado.
Segundo o Estadão, empresas como Rio Alto, Rio Energy e Solatio apontaram os cortes recorrentes como motivo para desistir de projetos na Paraíba, Bahia e Pernambuco.
O ONS reconhece que o problema é estrutural, provocado pelo crescimento acelerado das fontes renováveis e pelo excedente de energia em determinados períodos. O operador afirma que busca soluções para reduzir as restrições.
O cenário expõe um paradoxo da transição energética brasileira: enquanto a geração renovável avança, as limitações do sistema elétrico comprometem novos investimentos, especialmente no Nordeste.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
ver mais
Receba notícias exclusivas