Onze governadores deixam cargos para disputar eleições deste ano

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Agência Brasil
Chapas que enfrentarão as urnas em 2026 serão oficializadas no mês de agosto.

Política

06/04/2026

A cadeira de governador ficou vazia em 11 estados brasileiros nesta semana. O prazo para deixar o cargo terminou no último sábado (4).

A debandada faz parte da regra eleitoral para quem deseja concorrer a outros postos em outubro. Dos 27 gestores estaduais, quase metade resolveu tentar a sorte nas urnas.

Ronaldo Caiado (PSD), do Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, já miram o Palácio do Planalto. Ambos renunciaram para focar na corrida presidencial.

A grande maioria, no entanto, está de olho no Senado Federal. A Casa renovará 54 das 81 cadeiras e possui um peso político enorme.

Lideranças como Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Helder Barbalho (MDB) do Pará, entraram no jogo. O grupo busca influenciar as futuras sabatinas do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Wilson Lima (União Brasil) foi a surpresa da última hora no Amazonas. Ele dizia que ficaria até o fim, mas mudou de ideia e entregou o cargo no sábado.

A regra da renúncia existe para impedir o uso da máquina pública durante a campanha. A única exceção é para quem tenta a reeleição, como é o caso do presidente Lula e de nove governadores.

No Rio de Janeiro, o cenário é confuso e digno de novela jurídica. Cláudio Castro (PL) renunciou mesmo estando inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral.

Castro pretende recorrer e disputar o pleito "sub judice". Como o estado está sem vice, o STF definirá como será escolhido o novo governante temporário.

No Amazonas, o vice também saiu de cena. A batuta do estado agora está com o presidente da Assembleia Legislativa.

A oficialização das chapas só ocorre em agosto, após as convenções partidárias. Até lá, esses políticos precisam articular apoios sem a caneta oficial na mão.

Além dos já citados, renunciaram ao cargo os governadores Helder Barbalho, do Pará, Mauro Mendes, do Mato Grosso, João Azevêdo, da Paraíba, Renato Casagrande, do Espírito Santo, Gladson Cameli, do Acre, e Antonio Denarium, de Roraima.

As capitais também sentiram o impacto do calendário eleitoral. Pelo menos 10 prefeitos renunciaram para buscar novos horizontes políticos.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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