Economia
17/07/2026
A indústria da pesca oceânica do Rio Grande do Norte ganhou um fôlego extra após um longo período de incertezas. O governo dos Estados Unidos retirou o atum e a lagosta da nova lista de produtos sobretaxados em 25%.
O Sindipesca (Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte) projeta exportar US$ 30 milhões para o mercado americano ainda em 2026. O montante deve recuperar os prejuízos acumulados desde o início do embate comercial entre as duas nações.
O pesadelo começou em abril de 2025, quando Donald Trump instituiu taxas que chegaram a 50% sobre os produtos brasileiros. O impacto paralisou cerca de 30% da frota pesqueira do estado, gerando demissões e quebra de contratos.
A dependência dos americanos pesou muito, já que o mercado europeu segue fechado por restrições sanitárias desde 2018. Em momentos críticos da crise, apenas oito das 30 embarcações tradicionais conseguiram ir para o mar.
"A pesca oceânica praticamente perdeu sua competitividade nos Estados Unidos. Tivemos embarcações paradas, redução de produção e um ambiente de enorme insegurança para empresários e trabalhadores. Muitos empregos foram perdidos ao longo desse período", afirma Arimar França Filho, presidente do Sindipesca, ao Agora RN.
O setor conta com o apoio da Fiern (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) e do Governo Federal para se reerguer. A cadeia produtiva local responde por cerca de 1.500 empregos diretos atualmente.
"Depois de um longo período de negociações, voltaremos praticamente ao cenário anterior ao tarifaço. É um alívio para toda a cadeia produtiva. Nossa expectativa é exportar cerca de US$ 30 milhões este ano e iniciar um processo de recuperação da atividade", reforça França Filho.
Com a isenção garantida, os empresários focam em reconquistar clientes antigos na América do Norte. A meta paralela é abrir novos mercados para evitar a dependência exclusiva de um único comprador global.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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