Petróleo volta a US$ 100 com tensão no Oriente Médio

Example news
Pexels
Barril do Brent, referência internacional, avançou 2,3% nas primeiras horas do dia e atingiu o maior nível desde julho.

Economia

09/09/2026

O preço do petróleo voltou a alcançar US$ 100 por barril nesta quarta-feira (9), em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, avançou 2,3% nas primeiras horas do dia e atingiu o maior nível desde julho.

O petróleo norte-americano também subiu e era negociado próximo dos US$ 94 por barril. A alta ocorre após uma sequência de ataques que ampliou a preocupação dos investidores com possíveis impactos sobre a produção e o transporte da commodity.

Segundo informações divulgadas pela CNN, os Estados Unidos realizaram ações contra petroleiros iranianos, enquanto os houthis, grupo apoiado pelo Irã e baseado no Iêmen, atacaram alvos na Arábia Saudita.

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás, está no centro das atenções. Qualquer restrição à circulação de navios na região pode reduzir a oferta internacional e provocar novas altas nos preços.

A Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, também é considerada estratégica para as exportações de petróleo do Irã. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, forças norte-americanas atacaram quatro petroleiros iranianos no Golfo de Omã e outro nas proximidades da ilha.

Os ataques dos houthis contra instalações e estruturas ligadas ao setor petrolífero saudita aumentaram o temor de uma expansão do conflito entre Estados Unidos e Irã para outras áreas produtoras de petróleo.

A valorização do petróleo aumenta a atenção sobre os preços de derivados como gasolina, diesel e combustível de aviação. Uma alta prolongada dos custos de energia pode afetar consumidores e empresas e dificultar o controle da inflação em diferentes países.

Segundo dados da AAA citados pela CNN, o preço médio nacional do diesel nos Estados Unidos chegou a US$ 5,90 por galão na terça-feira (8), o maior valor registrado até então.

O mercado de gás natural liquefeito também acompanha os desdobramentos. Dificuldades no transporte pelo Estreito de Ormuz podem reduzir a oferta e pressionar ainda mais os preços internacionais de energia.

O petróleo tem registrado fortes oscilações ao longo de 2026. O Brent chegou a superar US$ 100 por barril em março, recuou para aproximadamente US$ 72 em junho e voltou a ganhar força com a continuidade das tensões.

Além dos riscos sobre a oferta, investidores monitoram a China, maior importadora mundial de petróleo. Uma retomada das compras chinesas pode elevar ainda mais a pressão sobre os preços, principalmente se coincidir com novas interrupções no fornecimento.

A escalada das tensões também repercutiu nos mercados financeiros. O índice S&P 500 recuou 0,6% na terça-feira (8), enquanto investidores avaliaram os efeitos de um petróleo mais caro sobre a inflação e as decisões dos bancos centrais.

Uma alta persistente da energia pode dificultar a redução dos juros em diferentes economias. Se a inflação voltar a acelerar, autoridades monetárias podem manter as taxas elevadas ou até considerar novos aumentos.

Para os mercados, os próximos movimentos dependerão principalmente da evolução dos conflitos, do trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz e da capacidade dos países produtores de manter o fluxo de exportações.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

ver mais

VÍDEOS

Enviar email

Cadastre-se

Receba notícias exclusivas