Planalto aperta o cerco contra infrações nas redes sociais no período eleitoral

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Agência Brasil
Nos bastidores do poder, o clima é de forte preocupação entre os integrantes do primeiro escalão do funcionalismo.

Política

09/07/2026

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) endureceu as regras para ministros e servidores durante o período de defeso eleitoral. A gestão federal passou a monitorar publicações nas redes sociais para evitar o descumprimento da legislação vigente.

A medida busca frear questionamentos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O principal objetivo é reduzir os riscos de punições por uso da máquina pública durante as campanhas que se aproximam.

Um levantamento técnico com posts suspeitos passará pelo crivo do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias. Entre os conteúdos avaliados estão posts de ministros como Alexandre Padilha, Alexandre Silveira e Wolney Queiroz.

O pente-fino foca em divulgações de ações das pastas, eventos oficiais e imagens dos auxiliares ao lado de Lula. Algumas dessas postagens correm o risco de serem retiradas do ar nas próximas horas.

Nos bastidores do poder, o clima é de forte preocupação entre os integrantes do primeiro escalão do funcionalismo. O receio geral é de que manifestações de cunho pessoal acabem interpretadas pela Justiça como propaganda eleitoral irregular.

O temor se justifica pelo impacto jurídico que essas falhas podem acarretar no futuro. Infrações desse tipo costumam motivar ações judiciais capazes de barrar e comprometer candidaturas inteiras.

Diante do cenário, o governo orientou os órgãos federais a adotar uma linguagem estritamente informativa nas comunicações diárias. O tom promocional está proibido nas divulgações de serviços e entregas públicas.

O próprio partido do presidente reforçou recomendações internas cruciais para os filiados. As ordens incluem não utilizar celulares funcionais na campanha e vetar a ida de ministros a eventos partidários pagos com dinheiro público.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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