Política
01/07/2026
A senadora Zenaide Maia iniciou a caminhada pela reeleição apostando numa estratégia clara: buscar os votos do centro sem romper as ligações históricas com o campo da esquerda.
Diante do favoritismo de Styvenson Valentim — seu colega de Senado e também candidato à renovação do mandato —, Zenaide sempre soube que precisaria performar bem tanto no primeiro quanto no segundo voto do eleitor.
No início da corrida, sua principal adversária era a governadora Fátima Bezerra, que planejava deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado.
Como Fátima perdeu as condições políticas para se desincompatibilizar do governo, Zenaide avaliou que o campo progressista estava livre para colher os apoios necessários.
Naquele momento, com a parceria garantida com o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, e a aliança fechada com a federação União Progressista, a senadora considerou que a melhor estratégia seria uma candidatura solo ao Senado, sem ninguém para lhe fazer sombra no mesmo palanque.
A primeira vítima dessa estratégia foi o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, que se filiou ao União Brasil na expectativa de disputar o Senado, cargo que sempre almejou.
Zenaide vetou claramente o nome de Carlos Eduardo — algo negado publicamente, mas confirmado nos bastidores — para evitar que o ex-prefeito lhe criasse dificuldades na disputa.
Mas as placas tectônicas da eleição para o Senado se moveram com o lançamento das pré-candidaturas de Samanda Alves, pelo PT, e de Rafael Motta, pelo PDT.
A dobradinha dos dois tem potencial para capturar parte significativa dos votos da esquerda, justamente o eleitorado que Zenaide também disputa.
Some-se a isso o crescimento das intenções de voto em Coronel Hélio no campo da direita, indicando competitividade para o nome mais identificado com o bolsonarismo nesta eleição.
Para conter a sangria de apoios, especialmente no campo da esquerda, Zenaide foi convencida de que precisa de um parceiro ou parceira na disputa pelas duas vagas ao Senado.
De preferência, alguém disposto a bater esteira sem ameaçar sua reeleição.
Depois de dar um chega para lá em Carlos Eduardo Alves, a senadora confirmou que não disputará a eleição em chapa solo.
O nome que fará a dobradinha deverá ser anunciado nesta quinta-feira.
Mas eu já tenho um palpite.
Inclusão — Pelo que apurei nos bastidores, o vereador natalense Tércio Tinôco (União Brasil) desponta como o nome mais cotado para formar a dobradinha ao Senado com a senadora Zenaide Maia.
— O projeto ainda está em construção, mas Tércio é hoje o nome mais provável — confidenciou uma fonte à coluna.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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