Economia
03/09/2026
O Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre de 2026 com um saldo de apenas 700 empregos formais. O dado reflete o menor resultado semestral da série recente no estado.
A informação foi revelada por Zeca Melo, superintendente do SEBRAE (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no RN, em entrevista ao programa Contraponto, da rádio 96 FM, nesta quinta-feira (3).
Durante a entrevista, o dirigente apontou que o cenário demonstra uma clara retração na economia potiguar. "Isso acende uma luz de alerta para saber para onde é que a gente vai", declarou.
O comparativo histórico evidencia a forte desaceleração na criação de postos com carteira assinada. No primeiro semestre de 2024, o estado gerou 12 mil novas vagas formais.
Em 2025, o patamar despencou para 6 mil postos de trabalho abertos. Agora, em 2026, o indicador recuou para menos de 700 vagas no mesmo período.
O superintendente explicou o conceito técnico por trás do indicador oficial de empregabilidade. "Quando eu digo geração de novos postos de trabalho, é com relação a pessoas que trabalham com carteira assinada que foram admitidas no período e pessoas com carteira assinada que foram demitidas no período", ressaltou.
Apesar do saldo positivo, o resultado é considerado fraco em comparação aos demais estados nordestinos. A mudança no perfil laboral também impacta diretamente o mercado regional.
Contudo, a alteração na dinâmica de trabalho não se restringe ao território potiguar. "A mudança do perfil do emprego não acontece no Rio Grande do Norte, acontece no Brasil inteiro, no mundo inteiro", pontuou Zeca Melo.
O início da safra agrícola traz perspectivas de alívio nos números mensais do segundo semestre. O peso do agronegócio na geração de vagas é expressivo no estado.
No entanto, o verdadeiro motor da empregabilidade local reside nas micro e pequenas empresas. "Quem emprega no Rio Grande do Norte é a pequena empresa", afirmou o superintendente.
Cerca de 90% das vagas formais criadas no estado surgem em negócios com menos de dez empregados. Por isso, o dirigente reforça a urgência de um ambiente favorável para esses empreendedores.
Para o restante do ano, a expectativa da instituição permanece moderadamente otimista. "Eu acho que a gente não vai chegar ao número de 2025, mas eu acho que a gente vai fechar o ano com um número positivo", concluiu.
Confira o vídeo:
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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