Rio Grande do Norte não atinge meta de vacinação contra o sarampo

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Agência Brasil
Em Natal, a aplicação inicial está em 81,82%, e o reforço despenca para pálidos 63,79%.

Saúde

01/07/2026

O Rio Grande do Norte segue acendendo o sinal amarelo para a saúde pública. O estado ainda não alcançou a meta de 95% de cobertura vacinal contra o sarampo definida pelo Ministério da Saúde.

No momento, a primeira dose da vacina tríplice viral atinge 88,41% do público infantil, enquanto a segunda dose desce para 69,83%. O território potiguar não possui circulação do vírus ou casos suspeitos, mas a baixa adesão eleva o perigo de o mal voltar por meio de viajantes.

A Sesap (Secretaria de Estado da Saúde Pública) adverte que o contingente de crianças com o esquema incompleto é expressivo. A proteção integral exige as duas etapas do imunizante atualizadas.

“Ainda há um número importante de crianças sem a vacinação completa, especialmente em relação à segunda dose”, informou a Sesap.

“A elevada cobertura com as duas doses é fundamental para manter o estado protegido contra a reintrodução do sarampo”, destacou a pasta.

Na capital, o panorama se mostra ainda mais delicado e abaixo da média estadual. Em Natal, a aplicação inicial está em 81,82%, e o reforço despenca para pálidos 63,79%.

A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) disponibiliza o imunizante nas unidades locais para o público do calendário padrão. Cidadãos de 12 meses a 29 anos necessitam de duas doses na vida, e o grupo de 30 a 59 anos precisa de uma, sendo a fórmula vetada para gestantes.

Profissionais das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) relatam que a busca pela proteção caiu bastante nos últimos tempos. Muitos cidadãos simplesmente ignoram a relevância de atualizar a caderneta de vacinas.

Para reverter o marasmo, o município aposta em campanhas contínuas de conscientização. As táticas envolvem “a busca ativa nas escolas e o microplanejamento dos serviços de saúde” para facilitar o acesso dos moradores.

“Existe, sim, a preocupação da pasta sobre casos chegarem à capital, principalmente pela baixa cobertura contra a doença, que pode pôr em risco toda a população”, informou Veruska Ramos, chefe do NAI (Núcleo de Agravos Imunopreveníveis).

O fluxo turístico e os voos internacionais no RN ampliam as chances de o vírus desembarcar por aqui. Camila Macedo, pediatra da MEJC (Maternidade Escola Januário Cicco), lembra que o contágio transcorre de forma veloz.

“É uma doença altamente contagiosa e que se espalha facilmente. Uma pessoa infectada, ela espalha muito rapidamente pras outras pessoas”, explica.

O quadro clínico costuma surgir de oito a doze dias após a infecção, iniciando com febre alta, tosse e dores. O sinal clássico são as manchas de Koplik, pequenas marcas esbranquiçadas na área interna das bochechas.

Depois de alguns dias, as erupções vermelhas tomam a pele, começando pela face e atrás das orelhas. Vale frisar que a chamada "dose zero" para bebês não está disponível no RN por falta de circulação local do vírus.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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