Justiça
24/02/2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) e a cúpula do Congresso Nacional firmaram nesta terça-feira (24) um acordo para estabelecer regras de transição que limitem o pagamento dos chamados “penduricalhos” nos Três Poderes. Somados aos salários, esses benefícios elevam a remuneração acima do teto constitucional do funcionalismo, hoje fixado em R$ 46,3 mil.
A proposta foi definida em reunião realizada pela manhã entre o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Também participaram do encontro o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand.
A articulação ocorre um dia antes de o plenário do STF julgar se mantém a liminar concedida pelo ministro Flávio Dino, que determinou a suspensão de verbas indenizatórias não previstas em lei.
Suspensão e prazo de revisão
No último dia 5 de fevereiro, Dino determinou que os Três Poderes — nas esferas federal, estadual e municipal — revisem, em até 60 dias, o pagamento de penduricalhos que não tenham respaldo legal e que permitam ultrapassar o teto constitucional. O ministro também defendeu que o Congresso Nacional regulamente de forma clara os benefícios que podem ser pagos acima do subsídio.
Paralelamente, o ministro Gilmar Mendes suspendeu nesta terça-feira o pagamento de penduricalhos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público com base em leis estaduais. A decisão determina que tribunais de Justiça e MPs estaduais interrompam, no prazo de 60 dias, essas verbas consideradas irregulares.
A suspensão também se aplica ao Judiciário Federal e ao Ministério Público da União.
O desfecho da questão agora depende do julgamento do plenário do STF, marcado para esta quarta-feira (25), que poderá consolidar — ou não — o novo freio aos supersalários no serviço público.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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