Justiça
15/09/2026
A segurança será reforçada nesta terça-feira (15) para a sessão extraordinária do STF (Supremo Tribunal Federal) que analisará o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A Praça dos Três Poderes foi fechada com grades, com bloqueios também nas vias próximas ao tribunal.
Segundo a SSP-DF (Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal), os bloqueios ocorrerão na altura do Palácio do Itamaraty e da Alameda das Bandeiras, próxima ao Congresso Nacional. O acesso e o estacionamento de veículos na região estarão proibidos, com monitoramento policial e uso de cones de trânsito.
Manifestações previstas para o dia deverão respeitar uma distância de cerca de 670 metros do STF. O presidenciável Romeu Zema (Novo), que convocou apoiadores para protestar em Brasília, não deverá ter acesso às proximidades da Corte.
O esquema segue moldes semelhantes aos adotados durante o julgamento da trama golpista, em setembro de 2025. Na ocasião, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros integrantes do chamado "núcleo duro" da tentativa de golpe de Estado foram condenados.
A sessão começa às 10h, enquanto jornalistas e profissionais credenciados poderão acessar a estrutura a partir das 7h. As entradas do perímetro terão detectores de metais e equipamentos de raio X, além de drones térmicos da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) e equipamentos do próprio Supremo.
O planejamento reúne a Secretaria de Polícia Judicial, SSP-DF, Comando Militar do Planalto, Forças Armadas, GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e demais órgãos de segurança.
No julgamento, após a leitura e aprovação da ata anterior, será feito o pregão do processo, etapa que marca formalmente o início dos trabalhos. Em seguida, o presidente do STF e relator do caso, Edson Fachin, lerá o relatório e definirá os pontos que serão analisados.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) poderá se manifestar antes das eventuais sustentações orais. Depois, Fachin apresentará seu voto e os demais ministros votarão conforme a ordem prevista no regimento da Corte.
Fachin assumiu a relatoria no sábado (12), substituindo André Mendonça. Por isso, além de conduzir a sessão, ele será o primeiro ministro a votar e, ao final, proclamará o resultado.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
ver mais
Receba notícias exclusivas