Styvenson cogita irmã para suplente e relativiza nepotismo

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Reprodução/Redes Sociais
Styvenson revelou que a dupla busca acesso às pautas do Congresso Nacional e ministérios, sem interesse direto em assumir o mandato.

Política

21/07/2026

O senador Styvenson Valentim (Podemos) estuda colocar a própria irmã, Anne Kelly Valentim, como suplente na corrida pela reeleição. O parlamentar justificou a ideia pela necessidade de ter total confiança no posto.

A manobra visa garantir segurança para uma possível disputa ao Governo do Rio Grande do Norte em 2030. Se vencer, ele precisará renunciar e passar a cadeira a alguém alinhado.

Questionado sobre as duras críticas que fazia ao emprego de parentes no passado, o senador admitiu a mudança de postura. “Foi, no passado. Hoje já não é mais”, declarou.

Styvenson defendeu que o laço familiar não deve barrar quem tem capacidade técnica. “Uma vez eu pensei assim. Eu criticava mesmo a questão de algo que é nocivo, que hoje eu vejo que não é tanto, que é a questão do nepotismo”, afirmou.

O senador questionou se o vínculo de sangue impediria a contratação de pessoas qualificadas. “Se você tiver uma pessoa na sua família que trabalhe bem, quer dizer que não pode ser empregada no setor público?”, disparou.

A busca por lealdade decorre do trauma de 2022, quando desistiu do governo estadual por falta de sintonia com os atuais suplentes. “É mais fácil a gente confiar em quem a gente conviveu a vida toda, em quem conhece a vida toda”, emendou.

Além da irmã, dois megaempresários tentam cavar espaço na chapa oferecendo dinheiro para a campanha. Um deles atua no Espírito Santo e outro no ramo da aviação.

Styvenson revelou que a dupla busca acesso às pautas do Congresso Nacional e ministérios, sem interesse direto em assumir o mandato. “Se eu for pensar pragmaticamente, como político, na escolha de um suplente, o suplente tem que ter voto ou ele tem que ter dinheiro”, criticou.

No cenário nacional, o parlamentar mantém apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, mas exige explicações. A cobrança envolve as denúncias sobre o financiamento de um filme com o banqueiro preso Daniel Vorcaro.

“Estou esperando ele sair das cordas, entendeu? Quando ele sair das cordas, mostrar os contratos, mostrar que ele está falando a verdade”, avisou Styvenson.

O potiguar fez questão de recalibrar sua posição política para evitar rótulos. “Eu não sou bolsonarista, já disse isso várias vezes. Mas também não concordo com quase tudo que a esquerda faz”, concluiu.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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