Justiça
07/04/2026
A polêmica engorda da Praia de Ponta Negra agora está sob a lupa de Brasília. O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu um processo de auditoria para fiscalizar a execução da obra na Zona Sul de Natal.
O ministro Antônio Anastasia é o relator do caso, registrado sob o número 018.819/2025-7. A ação faz parte do Fiscobras, plano anual que verifica a regularidade de obras financiadas com dinheiro do governo federal.
O foco da investigação é descobrir se a Prefeitura de Natal cometeu irregularidades graves. Relatórios da Sedec (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil) apontam que o aterro não deveria ter começado sem o fim da drenagem.
A obra foi oficialmente entregue em janeiro de 2025, custando mais de R$ 100 milhões. Porém, a falta de escoamento adequado transformou o cartão-postal em um imenso piscinão a cada chuva.
Em fevereiro de 2025, inspeções federais já haviam detectado que a prefeitura descumpriu normas da licença ambiental. Por causa disso, o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) recebeu orientação para reter R$ 4 milhões do pagamento final.
A situação é crítica perto do Morro do Careca, onde crateras se formam devido à força das águas pluviais. O fenômeno, conhecido como voçoroca, expõe a fragilidade do projeto executado na orla potiguar.
Outro ponto que chamou a atenção dos auditores foi a ausência de fiscalização externa. A prefeitura chegou a usar a justiça para impedir que o Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente) interviesse no canteiro.
A auditoria também quer explicações sobre ligações clandestinas de esgoto que poluem a rede de águas da chuva. O TCU agora aguarda documentos para decidir quais punições podem ser aplicadas aos responsáveis pelo projeto.
*Com informações do Saiba Mais.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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