TRE mantém condenação de Henrique Alves por lavagem

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Reprodução/Redes Sociais
Nova condenação de Henrique Eduardo Alves envolve repasses da JBS para a campanha ao governo estadual em 2014.

Política

25/05/2026

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) manteve a condenação do ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves por lavagem de dinheiro. O caso envolve repasses da JBS para a campanha ao governo estadual em 2014.

Os advogados do político contestaram o resultado imediatamente por meio de uma nota oficial. O grupo jurídico afirma que a decisão foi “desassociada da prova dos autos”.

Segundo a defesa, as testemunhas e os delatores negaram qualquer pedido de contrapartida por parte de Henrique Alves. A equipe jurídica aponta que o veredito contradiz uma resolução anterior da própria Corte, que absolveu outro réu em cenário idêntico.

Para os defensores, a situação reflete apenas uma “mera irregularidade na prestação de contas eleitoral”. Eles acusam o julgamento de “criminalizar a política brasileira” nas proximidades de uma nova eleição.

Os representantes legais do ex-deputado confirmaram que vão recorrer da sentença. Veja abaixo o posicionamento dos advogados na íntegra:

"A decisão do Tribunal Regional Eleitoral foi completamente desassociada da prova dos autos, uma vez que todas as testemunhas de acusação, sem exceção, como os próprios delatores, negaram a existência de qualquer solicitação de contrapartida ou ato de ofício que pudesse ser realizado por HENRIQUE em razão de doações de campanha.

Também destoa de decisão proferida pela mesma Corte, em setembro de 2025, when outro réu foi absolvido por fato absolutamente idêntico.

A verdade é que, diante de mera irregularidade na prestação de contas eleitoral, deu-se, às vésperas de novo pleito, artificial alcance aos fatos, em total contradição com os elementos de prova que foram produzidos, redundando numa decisão que, infelizmente, acaba por criminalizar a política brasileira, estigmatizando a atuação lícita de agentes políticos e descompensando o jogo democrático que deveria ser garantido com razoabilidade e fidelidade à jurisprudência consolidada de nossos tribunals.

Como efeito colateral inexorável, abriu-se, ao fim e ao cabo, espaço para a construção artificial de narrativas que em nada contribuem para a amplificação do jogo democrático no país.

A defesa irá recorrer dessa decisão."

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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