Saúde
06/05/2026
A UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) encontrou um reforço inesperado contra o diabetes na semente de tamarindo. Um componente extraído do fruto consegue segurar os picos de glicose que surgem logo após as refeições.
O estudo é assinado por Larissa Souza, do PPGNUT (Programa de Pós-Graduação em Nutrição). Ela identificou que o TTI (Inibidor de Tripsina de Tamarindo) bloqueia a digestão acelerada de carboidratos.
O segredo está na redução da alfa-amilase, enzima que transforma massas e pães em açúcar puro. Com essa trava natural, o organismo recebe doses muito menores de glicose de uma só vez.
Análises do NPAD (Núcleo de Processamento de Alto Desempenho) mostraram uma queda superior a 37% na atividade dessa enzima. A proteína da semente age como um obstáculo químico certeiro no processo digestivo.
Cientistas buscam alternativas vegetais para frear o avanço desse grave problema de saúde pública. O extrato surge como um complemento promissor aos tratamentos que já existem no mercado.
A equipe de pesquisa já mapeou benefícios extras, como ação anti-inflamatória e maior sensação de saciedade. O plano agora é transformar a descoberta em alimentos funcionais e nutracêuticos poderosos.
Apesar do entusiasmo, ainda não há suplementos disponíveis para o consumidor nas farmácias. Os estudiosos agora avaliam a segurança total e os efeitos clínicos em seres humanos.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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