Política
10/06/2026
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi citado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em propostas de delação premiada. O banqueiro revelou um suposto repasse de R$ 20 milhões em caixa 2 para a campanha do político ao Senado em 2022.
A apuração explosiva é da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. No entanto, integrantes da PF (Polícia Federal) e da PGR (Procuradoria-Geral da República) consideraram o relato frágil por falta de detalhes sobre as contrapartidas do acordo.
O ministro preferiu o silêncio e não respondeu aos questionamentos sobre o bombástico depoimento. Pessoas próximas ao chefe da pasta negam veementemente que ele conhecesse o empresário naquela época.
Filiado ao PSD, Silveira acabou derrotado na disputa por uma vaga no Legislativo por Minas Gerais. Ele concorreu ao lado de Alexandre Kalil, que também perdeu o governo estadual na ocasião.
O destino cruzou o caminho dos dois personagens em dezembro de 2024, durante uma agenda no Palácio do Planalto. O encontro com o presidente Lula teve a mediação de Guido Mantega e contou com as presenças de Rui Costa e Gabriel Galípolo.
Uma busca nos arquivos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que não existem registros de doações oficiais de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. Por outro lado, Zettel injetou legalmente R$ 3 milhões para Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio de Freitas em 2022.
A proximidade entre as partes ganhou novos contornos em uma reportagem recente da Folha de S.Paulo. O texto indica que o ministro visitou a residência de Vorcaro em Belo Horizonte durante o segundo turno das eleições municipais de 2024.
Em mensagens enviadas à sua então noiva, o banqueiro confirmou a reunião privada com o político. O bate-papo também envolvia Eduardo Wanderley, sócio da 3D Mineração, empresa que recebe aportes econômicos do Banco Master.
Silveira desponta agora como o principal aliado do governo federal enredado nas declarações do investidor. Antes, o foco das investigações mirava o núcleo do PT da Bahia, envolvendo Rui Costa e Jaques Wagner por credenciamentos bancários.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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