Brasil
04/11/2026
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu cerca de 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento de um canal exclusivo para esses registros. A ferramenta começou a operar em 28 de outubro, após o aumento de relatos sobre a prática.
São Paulo lidera o número de ocorrências, com 1.325 denúncias, seguido por Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). A Região Sudeste concentra 48,5% dos registros, que, segundo o MTE, já estão sendo apurados.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou superiores pressionam funcionários a votar ou deixar de votar em determinado candidato, inclusive por meio de ameaças de demissão. Se comprovado que o desligamento ocorreu por motivação política, a empresa poderá ser obrigada a readmitir o trabalhador e pagar indenização por danos morais.
Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem esse tipo de prática podem denunciar pelos canais do MTE ou do Ministério Público do Trabalho (MPT). As denúncias são mantidas em sigilo e encaminhadas aos órgãos responsáveis pela investigação.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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