Economia
08/06/2026
As novas ameaças de taxas comerciais dos EUA (Estados Unidos) de até 37,5% acenderam o alerta na economia nacional. Contudo, o secretário de Agricultura do Rio Grande do Norte, Guilherme Saldanha, demonstrou otimismo em entrevista nesta segunda-feira (8).
Ao programa Contraponto, da rádio 96 FM, o gestor minimizou a possibilidade de um novo tarifaço americano. "Eu acredito que não cabe mais tarifa em cima de alimentos para os Estados Unidos", cravou o secretário.
Segundo Saldanha, o governo de Donald Trump lida com forte inflação interna e baixa popularidade. Ele argumenta que sobretaxar comida vinda do exterior apenas castigaria o consumidor americano.
O líder da pasta relembrou que a pesca e o sal potiguares sofreram impactos severos com as barreiras anteriores. Apesar disso, ele confia na força do agronegócio brasileiro, que hoje atende a 180 nações da ONU (Organização das Nações Unidas).
O Brasil "virou a grande bodega do mundo", brincou Saldanha sobre a capacidade do país de garantir segurança alimentar global. O secretário celebrou também as articulações para reabrir o mercado da União Europeia, fechado desde 2018.
Nesta semana, uma comitiva de auditores europeus fiscalizará indústrias de pescado no Brasil, incluindo a potiguar Produmar. A expectativa é que a vistoria destrave o comércio de atum e camarão para o continente vizinho.
Sobre a China, que busca maior autossuficiência, Saldanha avalia que o país asiático não conseguirá banir as importações. O maior entrave do RN para vender melão aos chineses ainda reside na complexa logística marítima.
A ideia atual é unificar cargas de frutas do Nordeste e de São Paulo para viabilizar navios diretos. "A gente está bem mais perto do que a gente já esteve", projetou de forma entusiasmada.
A infraestrutura do estado ganhará um reforço de peso ainda nesta segunda-feira (8). O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) assina contrato com o governo estadual para viabilizar o Porto Indústria Verde, em Caiçara do Norte.
O novo porto surge para suprir as limitações de Natal e impulsionar o envio de minérios e energias renováveis. Paralelamente, o agronegócio local avança com o programa RN Exporta Mais e a interiorização da criação de camarão.
Confira o vídeo:
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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