Economia
14/04/2026
A economia do Rio Grande do Norte deve seguir um ritmo menos acelerado que o resto do país nos próximos meses. Segundo levantamento do O Correio de Hoje, o PIB (Produto Interno Bruto) potiguar deve subir apenas 1% em 2025 e 1,6% em 2026.
Os números, baseados em dados do Banco do Brasil e da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN), preocupam. O estado aparece como o nono pior desempenho do Brasil na projeção para este ano.
Enquanto o Brasil deve crescer 2,3% em 2025, o Rio Grande do Norte caminha a passos curtos. No Nordeste, o cenário também é de desvantagem, já que a região deve avançar 1,4% no mesmo período.
O setor de serviços é o único que segura as pontas, com previsão de alta superior a 2%. Esse segmento é o coração da economia local, representando mais de 72% de tudo o que é produzido.
Já a indústria vive dias difíceis, com uma queda estimada de quase 8% para este ano. A agropecuária até ensaia um fôlego agora, mas deve despencar 9,7% em 2026.
No mercado de trabalho, a situação também exige atenção após o recorde de vagas em 2024. O saldo de empregos formais esfriou, e o início de 2026 já amarga o fechamento de postos.
Segundo informou O Correio de Hoje, o estado perdeu cerca de 940 vagas entre janeiro e fevereiro. Especialistas ligam esse recuo ao vaivém natural das atividades no campo.
William Figueiredo, economista da Fecomércio, faz um alerta realista. Ele aponta que a criação de empregos por aqui ainda é tímida perto dos vizinhos.
O estado gerou menos postos de trabalho que Piauí, Paraíba e Maranhão recentemente. Esse freio na mão de obra reflete diretamente na previsão de um crescimento mais magro.
Para virar o jogo, o RN precisa fortalecer seus setores-chave. Sem uma reação da indústria e do mercado de trabalho, o estado continuará assistindo ao avanço dos pares de longe.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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