Política
25/06/2026
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou que vai intervir diretamente na briga familiar da sigla. O dirigente pretende conversar a sós com Michelle Bolsonaro e com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A iniciativa surge após a ex-primeira-dama lavar a roupa suja do clã na internet. Em nota oficial, Valdemar minimizou o racha e argumentou que divergências operam normalmente em ambientes democráticos.
"A liberdade para expressar o que se pensa, o que se sente e no que se acredita é a verdadeira essência da democracia. Divergências fazem parte de qualquer ambiente vivo, plural e comprometido com ideias. Elas não nos enfraquecem; ao contrário, nos tornam mais maduros e mais preparados para os desafios que enfrentamos", declarou o chefe da legenda.
A crise explodiu por causa de um racha envolvendo o apoio a Ciro Gomes (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira) no Ceará. Michelle gravou vídeos detalhando os bastidores da briga telefônica com o enteado.
"Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone e eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante e então eu me recolhi", desabafou ela.
A presidente do PL Mulher avisou que o gelo na relação continua firme e forte por tempo indeterminado. Ela reforçou que está cumprindo a ordem do senador de se manter distante.
"Fiquei na minha e assim permaneço. [...] E desde esse dia, ele não me procurou mais. Eu também não procurei, porque estou respeitando o que ele falou e é só isso", emendou a ex-primeira-dama.
Sentindo o desgaste, Flávio Bolsonaro correu para as redes para tentar diminuir o tamanho do estrago eleitoral. O parlamentar recuou, adotou um tom pacificador e pediu perdão publicamente à madrasta.
"Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil", justificou o senador.
O pré-candidato à Presidência justificou o estresse alegando que a família inteira vive sob forte pressão psicológica recentemente. Ele emendou dizendo que entende a angústia da ex-primeira-dama com a situação do pai.
"Toda nossa família está passando por um momento muito difícil. E entendo a angústia da Michelle vendo meu pai, todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça", encerrou Flávio.
Valdemar Costa Neto quer ouvir os dois lados antes de bater o martelo sobre os rumos da legenda. O partido prometeu emitir uma nota oficial definitiva assim que a rodada de conversas terminar.
Leia a nota completa:
"Michelle e Flávio conhecem muito bem nosso presidente Bolsonaro e sabem do grande respeito que ele tem às convicções e aos pensamentos individuais, e isso se tornou um dos principios mais valiosos do nosso partido. É essa autenticidade que nos conecta com o povo brasileiro e fortalece nossa atuação política.
A liberdade para expressar o que se pensa, o que se sente e no que se acredita é a verdadeira essência da democracia. Divergências fazem parte de qualquer ambiente vivo, plural e comprometido com ideias. Elas não nos enfraquecem; ao contrário, nos tornam mais maduros e mais preparados para os desafios que enfrentamos.
O mais importante é que ao final de qualquer debate. permanecem intactos os valores e princípios que nos unem: a defesa da liberdade, o respeito às diferenças e a convicção de que cada pessoa deve ter o direito de ser exatamente quem
Assim que falar pessoalmente com os dois irei me manifestar publicamente, mas já adianto que admiro a coragem dos que defendem aquilo que acreditam. O PL segue focado em retirar esse governo que esta ai e devolver o Brasil aos brasileiros, e nada será capaz de nos tirar desse foco.
Valdemar Costa Neto
Presidente Nacional do PL"
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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