Política
12/05/2026
Depois de perder Zenaide Maia e Walter Alves para o palanque de Allyson Bezerra, a governadora Fátima Bezerra tem redobrado os esforços para segurar um aliado que mantém cargos no governo, mas que, há algum tempo, vem conversando com a oposição: Ezequiel Ferreira de Souza.
Líder do que restou do PSDB, Ezequiel tem emitido sinais contraditórios na eleição estadual deste ano — ora parece próximo de Fátima, ora pisca para o bolsonarismo.
Na sexta-feira passada, Rogério Marinho afirmou ter “convicção” de que, na hora certa, Ezequiel estará com o seu grupo.
Já o PT, quando pode, estende o tapete vermelho para Ezequiel ocupar espaços na chapa majoritária — e o que mais se ouve é que o presidente da Assembleia deverá indicar o nome para vice de Cadu Xavier, preferencialmente sua irmã, Milena Galvão, atual vice-prefeita de um município importante do Seridó: Currais Novos.
Os petistas estão ansiosos para fechar aliança com Ezequiel — um político de centro-direita.
Sem ele, o PT tende a ficar isolado no campo da esquerda nesta eleição.
Desde a semana passada, circula a seguinte informação: o PT teria oferecido a Ezequiel um “combo” eleitoral.
Que combo é esse?
Além de manter os cargos que já possui no governo, Ezequiel poderia ampliar esses espaços. Poderia indicar o vice de Cadu. Todos os deputados eleitos da federação PT-PV-PCdoB estariam alinhados ao PSDB para eleger o próximo presidente da Assembleia Legislativa — nome que estaria atrelado a Ezequiel.
Por último — e mais ousado —, Ezequiel poderia ocupar a segunda vaga ao Senado ao lado da primeira opção de voto de Fátima: Samanda Alves.
O problema é que esse espaço hoje já está ocupado pelo PDT, com a indicação de Rafael Motta, que vem pontuando bem nas pesquisas, à frente de Samanda.
Perguntar não ofende: a governadora Fátima vai descartar o PDT para fechar o acordo desejado com o presidente da Assembleia?
Eis uma questão relevante.
Por ora, tudo não passa de especulação. Mas as conversas avançam. Há muita — digamos assim — sedução nesse jogo. Uma atração que pode terminar em traição — bem ao estilo de Nelson Rodrigues.
Ezequiel é a noiva desejada — um partidão.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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